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A BVA é uma doença viral que afeta as pequenas vias aéreas de crianças menores de 2 anos, causando obstrução destas vias, e por isso, caracteriza-se pela sibilância (chiado).

Em 50% a 80% dos casos, o agente envolvido é o vírus sincicial respiratório (VRS), porém pode ser causada por outros vírus.

A doença é mundial, segue a sazonalidade do vírus e causa forte impacto sócio-econômico, haja vista os altos custos com hospitalizações de crianças menores de 1 ano de idade.

Principais sintomas:

O quadro clínico é variável em relação à gravidade e depende entre outros fatores, da idade e comorbidades do indivíduo (prematuridade, cardiopatia, pneumopatia, imunodeficiência). Os vírus responsáveis por causar a BVA podem também infectar adultos, causando apenas sintomas gripais leves. Porém nos extremos de idade (crianças pequenas e idosos) o quadro pulmonar pode ser muito grave. Por outro lado, nem todos os bebês vão desenvolver um quadro de doença do trato respiratório inferior, geralmente o primeiro episódio de BVA é mais grave.

As manifestações ocorrem tipicamente após o contato com indivíduos infectados, com sintomas gripais, e a transmissão ocorre, em geral, através de mãos e objetos contaminados com as secreções respiratórias.

Os primeiros sintomas são de um resfriado comum, com espirros, tosse, coriza clara, podendo ter febre ou não.

Após 2-3 dias, os sintomas de obstrução das vias respiratórias surgem, com falta de ar e sibilância ( chiado), e a partir daí a piora pode ser progressiva, com necessidade inclusive de internação hospitalar, ao se constatar sinais de gravidade, como cianose, desidratação, palidez excessiva, irritabilidade, inapetência e desconforto respiratório importante.

Tratamento:

Os quadros leves devem ser tratados em casa, com repouso, hidratação adequada e nebulização apenas com soro fisiológico.

Já os quadros moderados e graves devem ser hospitalizados, sendo que alguns necessitam de UTI. O suporte hospitalar também inclui o repouso, hidratação adequada, cuidados com alimentação via sonda quando necessário, e oxigênio umidificado.

Prevenção:

Como outras doenças virais de alta transmissibilidade, a melhor prevenção é evitar o contato das crianças pequenas, principalmente aquelas com os fatores de risco já citados. Com outros indivíduos que apresentem sintomas gripais, principalmente na época da sazonalidade viral.

Em São Paulo, por exemplo, há um predomínio de crianças hospitalizadas nos meses de março à agosto. Na medida do possível, deve-se evitar também o contato de crianças em ambientes fechados, aglomerados de pessoas e áreas com alto índice de poluentes ambientais, principalmente o tabagismo, pois é um irritante das vias aéreas e um fator agravante do quadro respiratório.

A lavagem das mãos é primordial.

Não há vacina específica contra a BVA e a criança ou lactente jovem pode apresentar outros quadros de BVA (geralmente mais leves) ou então um quadro de sibilância recorrente ou até complicações mais sérias.

 

 

 

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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