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Imagine só: você está dormindo tranquilamente em sua cama e de repente, na madrugada, seu sono é interrompido pelo choro do seu filho. Essa cena é considerada normal, afinal, as crianças acordam no meio da noite porque estão com fome, querem ir ao banheiro, chamam pela mãe ou pai por conta de um pesadelo, etc., certo? Mas, se ela não despertou, continuou dormindo e chorando ao mesmo tempo, pode ser terror noturno.

Calma! Apesar do nome horroroso – você há de concordar conosco – geralmente, esse distúrbio do sono não é grave. Atualmente, estima-se que 3% dos pequenos, entre três e seis anos, passam por isso.

A maioria dos pais confunde pesadelo e terror noturno, mas vale ressaltar que eles são diferentes. Os pesadelos são caracterizados por um sonho amedrontador, que faz a criança acordar assustada, ficar com medo e, muitas vezes, querer dormir na cama dos pais. No dia seguinte, se lembra do sonho. Já o terror noturno, o pimpolho fica aterrorizado, pode até se mexer, abrir os olhos, mas não desperta. Ele senta, grita, chora e, após alguns minutos, volta a dormir, como se nada tivesse acontecido e depois não se recorda do ocorrido.

Normalmente, os pais ficam mais apavorados que os filhos com o terror noturno. Mas saiba que, apesar do susto, não há muito o que fazer. Os especialistas dizem que se deve simplesmente colocar a mão sobre a criança e esperar que a crise passe, observando-a para que não se machuque, caso esteja muito agitada.

Se esse distúrbio se repetir várias vezes, para tentar diminuir as chances de outra crise, você pode acordar seu filhote calmamente de 15 a 30 minutos antes da hora que o terror noturno tem acontecido. Verifique também se ele está dormindo o suficiente; acalmá-lo próximo ao horário de dormir e fixar uma rotina do sono também podem ajudar.

Quando o terror noturno acontece esporadicamente, não oferece nenhum risco aos pequenos. Porém, se for muito recorrente, é aconselhável conversar com o pediatra do seu filho, para que ele possa investigar as possíveis causas e definir o melhor tratamento. Esse distúrbio costuma desaparecer naturalmente entre os seis e oito anos de idade.

 

Fonte :Texto original extraído do Blog Vida de Mãe – www.nestle.com.br/vidademae

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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