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No entanto, há um alto grau de ansiedade entre os pais e responsáveis por escolas e creches. Piolhos na cabeça ou Pediculose têm sido companheiros do homem desde a antiguidade. Há algumas décadas, tínhamos problemas com resistência aos produtos disponíveis para uso. Porém, as maneiras de remover estes incômodos visitantes têm melhorado.

Em nosso meio é comum a infestação em pré-escolares e escolares (entre 2 e 12 anos). Antes da chegada dos modernos inseticidas, usava- se produtos derivados do petróleo e tratamentos com ervas. Houve progressos com a chegada do DDT, mas, caiu em desuso devido à grande contaminação do meio ambiente e perigo de intoxicações. Apareceram, então, agentes como a permetrina, deltametrina, o benzoato de benzila e o monossulfiram que se tornaram os medicamentos de uso atual. Mais recentemente também passou a ser utilizada a ivermectina – único dos medicamentos de uso oral. Seu uso não é autorizado, no entanto, em crianças com menos de 15 Kg.

Uma fêmea de piolho põe dez ovos por dia durante sua vida de três a quatro semanas. Esses ovos se fixam firmemente ao pêlo e duram oito a nove dias para saírem do ovo e vão  atingir o estágio adulto em oito a nove dias. Estes dados são muito importantes para se calcular quando deve ser repetido o tratamento.

Numa infestação inicial a coceira demora algumas semanas para aparecer. Desta forma a infestação se espalha mais facilmente porque não chama a atenção dos pais. É muito difícil fazer a prevenção. As crianças fazem muito frequentemente o contato cabeça-a-cabeça, o que ajuda na disseminação.

O tratamento inicial deve ser feito com produto à base de permetrina diluído conforme orientação da Academia Americana de Pediatria. Este produto é considerado o menos tóxico dos disponíveis no mercado. As instruções de uso devem ser atentamente lidas pelo usuário. Existem cuidados especiais de como aplicar e são diferentes para cada um destes produtos. O tempo de permanência do medicamento em contato com a pele também deve ser observado atentamente. Pode ser usado mais de uma vez desde que se constate a presença de insetos vivos. Deve-se fazer novo tratamento após nove dias de terminado o tratamento devido ao ciclo de vida do inseto. O retorno às aulas deve ser avaliado com cuidado. A coceira pode permanecer por períodos de 2 semanas após a eliminação dos insetos por questões de sensibilização.

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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