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Pediatra em Moema São Paulo

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Não é novidade para ninguém o quão importante é o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Contudo durante o início da vida do bebê muitas mães, por motivos diversos, não conseguem manter a amamentação e tem que buscar alternativas para que a criança permaneça em pleno crescimento e desenvolvimento saudáveis.
Recorrer ao banco de leite humano de sua cidade, utilizar as técnicas de relactação para estimular a produção do leite que escasseou, tirar leite com a bomba elétrica ou manual para oferecer ao bebê quando a mãe não estiver presente e lançar mão das fórmulas infantis feitas especialmente para crianças, são alternativas para as mães com dificuldades para amamentar.
Para mães que retornaram ao trabalho não há necessidade do desmame! Amamentar quando está em casa e oferecer fórmula infantil no copinho ou mamadeira quando fora de casa é uma ótima maneira de manter uma nutrição ainda mais completa e manter o vínculo entre mãe e o bebê.
Do leite materno para a fórmula infantil: quais as dificuldades encontradas?
Qualquer mudança requer adaptação. E as dificuldades encontradas são facilmente superadas se os pais tiverem paciência e perseverança.
Durante a transição do leite materno para o uso de fórmulas infantis o bebê pode ficar alguns dias sem evacuar, o que assusta muitos pais. Crianças em aleitamento materno exclusivo, ao serem introduzidas às fórmulas infantis mudam seu padrão intestinal, antes caracterizado por evacuações frequentes e fezes sem forma.
Progressivamente as fezes tornam-se mais firmes e a frequência de defecação diminui o que é normal e muito diferente de constipação.
A introdução da mamadeira também pode ser trabalhosa. Crianças amamentadas no peito aceitam melhor o copinho do que a mamadeira. Contudo, até que essa técnica esteja caminhando bem é necessário que os pais insistam pacientemente.
Outra dificuldade encontrada é a adaptação ao sabor. O leite materno tem um sabor característico e as fórmulas lácteas tendem a ser um pouco mais doces, mesmo não tendo adição de sacarose. Contudo, como a preferência pelo doce é inata nos bebês em pouco tempo haverá aceitação ao leite introduzido.
Leite de vaca: proibido para menores de 1 ano
O leite de vaca não deve ser consumido por crianças menores de 1 ano por diversos motivos: contem alto teor de proteínas, o que prejudica os rins dos bebês, tem alto potencial alergênico e não contém nutrientes importantes para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança.
Quando o aleitamento materno não for possível o leite humano deve ser substituído por fórmulas infantis, similares ao leite materno e especialmente desenvolvidas para crianças desta faixa etária.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Koletzko B, Kries R, Closa R, Escribano J, Scaglioni S, Giovannini M, Beyer J, Demmelmair H, Gruszfeld D, Dobrzanska A, Sengier A, Langhendries JP, Cachera MFR, Grote V. The European Childhood Obesity Trial Study Group.Lower protein in infant formula is associated with lower weight up to age 2 y: a randomized clinical trial. Am J Clin Nutr 2009;89:1836–45
PAHO/WHO Guiding principles for complementary feeding of the breastfed child. Division of health promotion and protection. Food and Nutrition Program. Pan American Health Organization/World Health Organization. Washington/Geneva; 2003
Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. Manual de orientação para alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola. São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 2012. 3ª edição.

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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