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É bom estar alerta, pois seus filhos já podem estar usando alguns deles

No momento em que as crianças começam a usar smartphones, tablets ou computadores, os pais começam a se preocupar. E eles têm razão em se sentir preocupados. Precisamos ser muito seletivos sobre os aplicativos que permitimos que nossos filhos acessam.

A polícia do condado de Sarasota (EUA) divulgou um gráfico útil para os pais identificarem os perigos de diferentes aplicativos.

O que originalmente começou como uma lista de nove aplicativos rapidamente cresceu para 15 e há mais vindo por aí.

Durante uma operação realizada pela polícia local, 25 homens utilizaram esses aplicativos para entrar em contato e tentar fazer sexo com quem eles acreditavam ser crianças de 14 anos de idade (na verdade, quem estava do outro lado da tela eram policiais disfarçados). O xerife disse: “continuaremos a conduzir essas operações e a atualizar essa lista enquanto a internet e as mídias sociais forem usadas para atrair e atacar nossos filhos”.

ESTE É O GUIA DE APPS

APP GUIDE FOR PARENTS

Embora essa lista não seja definitiva, é um ótimo começo. No entanto, com milhares de aplicativos disponíveis, as crianças ainda permanecem vulneráveis ​​a predadores. Portanto, para ajudar você e seus filhos a navegar pelas novas tecnologias, é importante considerar também suportes extras, baseados nas diretrizes do Kids Health e na minha própria experiência como mãe de quatro filhos:

O anonimato é chave

Certifique-se de que seus filhos publiquem o mínimo possível de informações pessoais, especialmente o endereço residencial, o endereço escolar e a data de nascimento. Certifique-se também de que seu filho nunca saiba postar sobre o local de uma festa para a qual está indo ou até mesmo informações detalhadas sobre férias. Se eles estão desesperados para compartilhar fotos de férias, certifique-se de publicá-las quando voltarem.

Ative as configurações de privacidade

Insista em verificar as configurações de uso do seu filho, mantendo-as o mais privado possível.

Nada de encontros

Insista para que seu filho(a) nunca encontre alguém que você ainda não conheça.

A honestidade é chave

Há um motivo para os aplicativos exigirem a idade de seus usuários. Verifique se o seu filho se inscreveu com a idade real. Isso pode ser difícil de monitorar, então você precisa explicar por que eles precisam ser verdadeiros; evitando conteúdo adulto, material assustador e os predadores à espreita.

As redes sociais são abertas ao público e armazenam tudo

As crianças podem ser inocentes e compartilhar opiniões inadequadas que realmente não têm, ou fotos que não são adequadas para compartilhar. Isso pode até mesmo levar a que tenham dificuldade em conseguir emprego mais tarde.

Incentive seus filhos a postar apenas coisas gentis ou que eles não se importariam se, por exemplo, o padre visse. Você pode explicar que mesmo você, ou um membro da família, é um “amigo” ou conexão no mesmo site ou aplicativo. Porém, esteja ciente de que as crianças podem criar uma página extra no Facebook ou diferentes contas no Instagram.

Seja sábio

Por mais triste que seja, as pessoas frequentemente mentem no mundo virtual, especialmente aquelas com más intenções. Certifique-se de que seus filhos estejam cientes de que as pessoas nem sempre são quem parecem ser. Você pode realmente demonstrar isso configurando uma conta falsa e mostrando a eles com que facilidade isso é feito.

Evite material inadequado

Explique aos seus filhos o que é inadequado, para que eles evitem clicar nesses conteúdos. Isso pode ser complicado, então você pode tentar mostrar alguns exemplos de onde não clicar. Ensine-os a avisá-los ou a denunciar se eles deparam com algo que os faça sentir.

Ensine a eles que não existe brinde

As crianças ficam muito tentadas a clicar em links que oferecem brindes, mercadorias gratuitas, uma viagem à Disney World ou até o celular mais recente. Verifique se seus filhos sabem que esses anúncios são apenas uma maneira de obter mais informações deles. Esses links devem ser evitados a todo custo.

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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