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SCRV (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – 1ª e 2ª dose

 

Protege contra 4 infecções virais: Sarampo (doença febril acompanhada por manchas vermelhas na pele e que pode causar pneumonia, diarreia e morte); Caxumba (inflamação da glândula parótida, também chamada de papeira); Rubéola (doença acompanhada por manchas vermelhas na pele e que pode causar surdez, cardiopatia e alterações oculares no feto); e Varicela ou catapora (doença febril acompanhada por vesículas na pele e pode causar pneumonia grave, encefalite e infecções graves na pele). A vacina é constituída por vírus vivos atenuados. Existem três tipos de vacina: uma composta pela combinação dos quatro vírus (SCRV ou Tetraviral), outra pela combinação de três vírus (SCR ou Tríplice Viral) e uma que protege apenas contra a Varicela. A imunização deve ser feita em duas doses: a primeira aos 12 meses de vida e a segunda após um intervalo mínimo de 3 meses. Pode ser usada a Tetraviral ou, alternativamente, fazer a opção pela aplicação da Tríplice Viral e da Varicela em locais diferentes numa mesma visita, dependendo da indicação do médico. No sistema público, a partir de agosto/2013, será aplicada a Tríplice Viral com 12 meses e a Tetraviral com 15 meses de vida.

 

Hepatite A – 2 doses

 

A vacina que protege contra a Hepatite A, uma infecção viral que pode causar icterícia e inflamação aguda e potencialmente grave do fígado. É constituída pelo vírus da Hepatite A inativado. Deve ser administrada em duas doses, aos 12 e 18 meses de vida. O sistema público deverá disponibilizar essa vacina a partir de agosto/2013.

 

 

 

DTP (difteria, tétano e coqueluche) – 4ª dose

 

Protege contra Difteria (crupe), Tétano e Coqueluche (tosse comprida). É constituída por uma combinação das toxinas inativadas do tétano e da difteria e da bactéria da coqueluche inativada (vacina de célula inteira ou DTP) ou de produtos purificados dessa bactéria (vacina acelular ou DTPa). Com a DTP, disponível no sistema público, são mais frequentes alguns efeitos adversos após a aplicação, tais como febre alta e dor. Já na forma acelular (DTPa), disponível no sistema privado, essas reações costumam ser mais brandas e menos frequentes. A quarta dose deve ser dada aos 15 meses de idade. No sistema público a criança recebe a vacina DTP. No sistema privado a criança recebe essa quarta dose numa vacina pentavalente (DTPaHibIPV).

 

Hib (Haemophilus influenzae tipo b) – 4ª dose

 

Protege contra infecção pela bactéria Haemophilus influenzae do tipo b, que é responsável por doenças graves como meningite, pneumonia e epiglotite (inflamação da glote, que leva à falta de ar). A vacina é feita de componentes da parede dessa bactéria e deve ser aplicada por via intramuscular. A quarta dose deve ser dada aos 15 meses de idade combinada numa vacina pentavalente (DTPaHibIPV). No sistema público essa quarta dose não é indicada.

 

 

Pólio oral ou Pólio inativada – 4ª dose

 

Protege contra a Poliomielite ou paralisia infantil. Existem dois tipos de vacina: Pólio Oral, constituída pelo vírus da Poliomielite vivo e enfraquecido, e a vacina contendo o vírus da Poliomielite inativado (IPV), injetável. A quarta dose deve ser dada aos 15 meses de idade. No sistema público a criança recebe a vacina Pólio Oral. No sistema privado a criança recebe essa quarta dose numa vacina pentavalente (DTPaHibIPV). Independentemente dessa dose as crianças devem receber reforços durante as campanhas anuais contra a paralisia infantil do Ministério da Saúde.

 

Pneumocócica conjugada – 4ª dose

 

Protege contra o Pneumococo, uma das bactérias que mais causam meningite e pneumonia. A vacina é feita de componentes da parede dessa bactéria. Existe uma vacina contendo 10 sorotipos diferentes de Pneumococo (VPC10) e outra contendo 13 sorotipos (VPC13). No sistema público é utilizada somente a vacina contendo 10 sorotipos. No sistema privado, ambas podem ser usadas, dependendo da indicação do médico. No sistema público essa vacina é dada com 12 meses de idade. No sistema privado essa vacina é dada aos 15 meses de idade.

 

Meningocócica C – 3ª dose

 

Protege contra o Meningococo C, um dos tipos de bactéria que mais causam meningite e que tem grande capacidade de propagação entre indivíduos. A vacina é feita de componentes da parede dessa bactéria. Essa terceira dose deve ser dada aos 12 meses de vida. No sistema privado, essa terceira dose pode ser substituída pela vacina Menigocócica ACW135Y.

Meningocócica ACW135Y – 1ª dose

 

Amplia a proteção contra outros Meningococos (A, W135 e Y) além do tipo C, que estão entre as bactérias que mais causam meningite e que tem grande capacidade de propagação entre indivíduos. A vacina é feita de componentes da parede dessas bactérias. Essa dose deve ser dada aos 12 meses de vida, em substituição à Vacina Meningocócica C. Não está disponível no sistema público, apenas no privado.

 

Influenza ou Gripe – reforço anual

 

Protege contra o Vírus Influenza, responsável pela gripe, que pode causar pneumonia grave, sobretudo nos bebês, idosos e grávidas. Como esse vírus sofre mutações com muita frequência, a vacina necessita que sua composição seja modificada todos os anos e por isso precisa ser repetida anualmente. É constituída por frações do Vírus Influenza inativado. Esse reforço anual deve ser administrado antecedendo o período de maior circulação desse vírus (inverno).

 

 

 

 

 

 

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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