Filhos mandões: como evitar a “síndrome do imperador”
23 de fevereiro de 2022

Mude para melhor, você entende. Como fazer com que ele ouça seus pais e os ouça?

Na adolescência, há um componente – até biológico – de rebeldia, o que dificulta o gerenciamento de muitos pais.

É um grande desafio conversar com meninos e meninas de 12, 14 e 16 anos, que “de uma hora para outra passaram de admirá-lo a ignorá-lo, ou pior ainda, a odiá-lo como se você fosse o inimigo”, diz Ana, mãe de dois jovens que medem mais de 1,80.

Ontem eles eram doces e carinhosos e agora tenha cuidado para se aproximar. “Eles não prestam atenção às razões, fecham-se no quarto, querem se desligar de tudo, menos do celular, da música e dos amigos. Eles têm de ser caçados para fazer as tarefas domésticas.” Isso parece familiar para você? S.O.S.

Atitudes

Quando isso acontece, o que podemos fazer com os adolescentes, quando eles estão em um momento em que os pais veem que há necessidade de corrigi-los e orientá-los em seu comportamento, mas eles tomam isso como uma agressão?

“Não há mágica, mas a verdade é que, para alcançar a felicidade e a estabilidade na vida, é necessário aceitar a si mesmo, como se é. E como podemos fazer isso? A melhor maneira de fazer com que uma pessoa (filho, marido, esposa…) mude é não dizer “você tem que mudar, você tem que fazer isso ou aquilo”. Isso é de pouca utilidade.

O truque

O truque é dizer às pessoas como elas são; isto é, quais vantagens e desvantagens seu comportamento tem”.

Em vez de dar lições teóricas sobre como eles devem se comportar ou dizer-lhes que fazem tudo errado, e sim, dar a mensagem de maneira diferente: é preferível fazer com que a pessoa descubra como ela é. Porque você pode não ter notado, ou agora começará a vê-lo mais claramente porque vê as consequências do seu comportamento.

Virada

Quando alguém se dá conta e percebe que realmente prejudica, há um ponto de virada. Ele percebe que é conveniente para ele mudar…, mas muitas vezes ele não sabe como fazer isso, então pode pedir ajuda.”

E ele acrescenta: “portanto, não se trata tanto de ficar dando sermões”. É mais um jeito de garantir que as pessoas se amem e não fiquem o tempo todo apontando o ruim, algo muito típico dos pais e das mães com os filhos.

“Quando uma pessoa sabe quais são seus pontos fortes, ela ganha autoestima e tem muito mais habilidades para lidar com a vida.”

Dr. Carlos
Dr. Carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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