24 de abril de 2017
Descobrindo o terror noturno
24 de abril de 2017

Pense na seguinte situação: você marcou com alguns casais de amigos de sair com a família para comer pizza, conversar, dar risada etc. No encontro, o assunto está agradável, mas as horas já se passaram e seu pequeno começa a dar os primeiros sinais de cansaço. Mais um tempo e seu filho está visivelmente incomodado. Você o pega no colo para tentar confortá-lo e ele faz manha, fica irritado e começa o chororô. Resultado: hora de ir para casa, fim do encontro.

Nessas horas, não tem jeito, a gente acaba se questionando sobre a educação que estamos dando a ele, se o estamos mimando demais…

Claro que todos os pais querem o melhor para seus filhos, mas existem alguns deslizes comuns na hora de educar os pimpolhos. Que tal analisá-los e repensá-los?

É preciso dizer não!

Muitos pais tendem a falar sim para tudo que o filho deseja, pede ou faz. Apesar de, muitas vezes, ser o caminho mais fácil, não é o mais saudável, já que é preciso que haja limites para as crianças se desenvolverem de maneira saudável. Por isso, é importante mostrar aos pequenos até onde eles podem ir, que é preciso seguir algumas regras e que alguns pedidos serão barrados.

O mais recomendável não é impor a sua autoridade, mas dialogar com a criança, mostrando o porquê aquilo não poderá acontecer.

“Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”

Também não abuse dos “nãos”, eles podem perder a função. Ao invés de dizer “não faça isso”, “não diga aquilo”, que tal usar os “nãos” para os momentos realmente necessários e perigosos.

Pode ser muito melhor você dizer ao seu filho como gostaria que ele agisse e o elogiar a cada bom comportamento. Assim, você valoriza os “nãos” quando são pronunciados e, também, as atitudes corretas do filhote.

Pulso firme

A rotina de sono do seu pequeno já está estabelecida, e, agora, ele quer negociar um pouquinho mais de TV? A primeira vez você cede, a segunda, cede mais um pouco e, na terceira, virou um tormento: os cinco minutinhos extras se tornaram 30 minutos, e ele não quer saber de ir se deitar.

Por isso, é importante cumprir o combinado, sempre! Dessa maneira, você evita discussões e birras.

Derrube grandes expectativas

Você e sua família foram almoçar em um restaurante, chegando lá, seu filho fica eufórico e começa a gritar, seja para chamar a atenção ou simplesmente para se comunicar, e você se desespera e fica com vergonha. No lugar de repreendê-lo, que tal conversar com ele, dizer que a atitude de gritar não é legal, mostrar que ninguém em volta de vocês está fazendo isso e que não é isso que você espera dele?

Nessas horas, antes de perder a paciência, lembre-se de que seu filho não vai adivinhar como agir e se comportar em determinados locais, é preciso ensiná-lo.

Seguindo os seus passos

A gente sempre fala isso por aqui, mas não tem jeito, as crianças tendem a imitar a atitude dos adultos, por isso, seja o exemplo. De nada adiantará você pedir para ele não falar palavrão, se quando estão no trânsito, você usa as “palavras proibidas”.

Lógico que todas essas dicas são apenas algumas sugestões. Cada criança é única e, sem dúvidas, os pais conhecem bem os filhos para saber o que cabe em cada situação e como agir.

 

Fonte :Texto original extraído do Blog Vida de Mãe – http://www.nestle.com.br/vidademae

carlos
carlos
Médico Pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira e Paulista de Pediatria. Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Santa Catarina.

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